Quando chegou a Amsterdã, em julho de 2003, para ser missionário em uma organização não-governamental que realiza trabalhos humanitários pelo mundo, Luiz Maximiano, então com 25 anos, deixava para trás a carreira de publicitário, em que atuava como diretor de arte em uma editora paulista, para investir em algo que realmente fazia diferença em sua vida. Entretanto, o desejo de ajudar as pessoas, somado à experiência de viver em outro país, dividia espaço com a vontade de investir numa nova profissão. Com a companhia constante de uma Canon AE-1, adquirida nos primeiros meses na Europa, ele escolheu a fotografia como aliada para aquela fase especial.
O que parecia apenas um hobby, tornou-se quase uma obsessão para o jovem que hoje atua como fotojornalista e tem trabalhos publicados dentro e fora do Brasil. A busca por pautas que são oferecidas a jornais e revistas de várias partes do mundo não apenas o permite viajar e conhecer diferentes culturas, como também já lhe rendeu uma conquista comemorada no início deste ano: o prêmio holandês Canonprijs, oferecido dentro da premiação Câmera de Prata, a mais importante do fotojornalismo na Holanda.
A conquista do jovem de 28 anos, nascido em Assis Chateaubriand, no Paraná, ocorreu pela apresentação de ensaios que retratam a condição social, tema recorrente na carreira que vem sendo trilhada na Europa, apesar das dificuldades enfrentadas pelo caminho: “Minha meta é conquistar meu espaço”, falou o fotógrafo à reportagem da Fotógraphos, em passagem pelo Brasil.
(Confira a entrevista completa na edição impressa # 12 da Fotógraphos)